
Devido a complicações geradas por intolerância severa à incompetência grosseira faleceu hoje no Estádio José De Alvalade ao minuto 94´ do jogo Sporting-Rangers o Leão de Sta. Engrácia.
Salpicos de lama |
A entrada de Dias Ferreira na corrida à presidência do Sporting, veio “agitar as águas” e criar uma nova dinâmica eleitoral. Aliás, o ex-presidente da assembleia geral já antes manifestara a intenção de concorrer ao lugar, chegando a constituir-se oficialmente como candidato. Fê-lo em momento de crise grave mas acabou por renunciar ao reconhecer, segundo confessou, não ter conseguido reunir as condições que considerava indispensáveis para partir para a luta com um mínimo de garantias, não tanto em relação a uma vitória eleitoral mas, especialmente, no combate que se lhe seguiria.
Tanto quanto sei, Dias Ferreira não é homem com recursos financeiros próprios tão significativos que lhe permitam utilizá-los como “arma” importante e eficaz, em momentos especialmente delicados. Também não consta que tenha sido totalista em qualquer Euromilhões, necessariamente com um jackpot de encher o olho. Ora, se Dias Ferreira decidiu avançar é porque terá, certamente, conseguido aliados e apoios que, à partida, lhe permitam enfrentar a situação difícil em que o Sporting se encontra. De outra forma, seria lançar-se numa luta com escassas probabilidades de êxito.
A minha posição, relativamente a Dias Ferreira é a mesma que adotei em relação a quem já se assumiu ou àqueles que, embora em fase de contactos, possam vir a assumir-se, como é o caso de Godinho Lopes, Zeferino Boal ou Rocha Jr. cujos nomes não são o que mais interessa, ao contrário dos projetos que tenham para oferecer e contemplem um novo conceito de clube, em rutura com o atual figurino que está, como se sabe, completamente esgotado e sem regeneração possível.
Em anteriores situações de crise, muito se falou numa auditoria externa que permitisse detetar as verdadeiras razões dos prejuízos avultados e da assustadora dívida à banca a que se chegou. Penso que hoje – como ontem – continua a ser indispensável essa auditoria, não pelo desejo doentio da chamada “caça às bruxas” ou de alguns ajustes de contas, ainda em aberto, mas apenas para se saber, de uma vez por todas, “como, quando e porquê” o desastre começou. Mais do que isso, para tirar do nome de certos sportinguistas respeitáveis os salpicos de uma lama feita de injúrias e infâmias que, a cada passo, lhes são indevidamente lançados em cara, deixando-os apenas a manchar as fatiotas de quem, comprovadamente, tenha praticado atos ilícitos. Uma coisa é cometer erros involuntários de gestão; ser-se enganado por terceiros ou vítima de circunstâncias anormais dos mercados. Outra é errar intencionalmente para se beneficiar a si próprio ou aos amigos e “compadres” em negociatas menos claras.
O candidato que se comprometa a promover essa auditoria – tantas vezes prometida e nunca cumprida – conquistará, certamente, os votos da maioria dos sportinguistas que desejam, de facto, um clube sério e transparente, digno da sua tradição e que agregue gente de bem, imune aos indesejáveis salpicos de lama, feita da injúria e da infâmia. O que me parece ser um bom começo. O resto virá por acréscimo.
Para justificar a retirada da sua candidatura à presidência do Sporting, Braz da Silva afirma ter sido vítima de ameaças que chegaram também a «sportinguistas de outras origens e nacionalidades que se preparavam, generosamente, para apoiar» o clube de Alvalade.
Braz da Silva, que vai anunciar oficialmente a sua decisão esta tarde num hotel de Lisboa, aponta o dedo a «uma máquina de tentativa de destruição de carácter».
Uma «campanha» que estará «preparada para ser amplificada até ao dia das eleições».
«Os telemóveis dos sportinguistas estão a ser inundados de mensagens contendo boatos anónimos e falsos, numa iniciativa programada que está a ser amplificada por alguns protagonistas do poder real e do poder formal do Sporting», acrescenta.
O sportinguista diz-se «estupefacto», uma vez que «muitos daqueles que colocaram o Sporting no estado calamitoso em que se encontra não souberam retirar as devidas consequências da sua gestão ruinosa».
São precisamente essas pessoas, acrescenta Braz da Silva, que estarão a fazer «um esforço desleal para evitar o aparecimento de soluções de transparência e de liquidez» para o emblema.
«O poder formal e o poder real do Sporting recusa-se a retirar conclusões do desastre constante e crescente que tem constituído a realidade do seu consulado», conclui.
Evitando «participar numa guerra fratricida de manobras de bastidores que desqualificam aqueles que as provocam», Braz da Silva deixa claro que a decisão de desistir da corrida à presidência do clube leonino «é tomada apenas para o acto eleitoral imediato», deixando em aberto qualquer possibilidade depois das próximas eleições.
in SOL